sábado, 2 de abril de 2011

Depois de muito tempo...

Noooossa...quanto tempo e que chocrível sentir novamente tudo o que boliu em mim naquele período. Que bom ter registrado nosso princípio de casamento. Tantas descobertas...a pintura das paredes na madrugada e nossa mãos e pés a subir para o teto (foi um trabalho tirar aquelas nossas marcas da casa alheia) ...Muita coisa mudou...hehe...a começar pelo endereço...muita coisa floriu...muita coisa choveu...muita coisa para contar....

Agora (faz quase oito meses, acho) que estamos em uma mega ultra pequena cidade... a tranquilidade em pessoa, quer dizer, em ruas. É uma casa enorme (exageraaada) se comparada a nossa primeira morada. Agora temos quarto de hóspedes com uma cama fantástica e até quarto para os livros, bugigangas e afins. Temos quase os mesmo móveis do começo. Só veio morar conosco um rack rack, todo branco com detalhes preto básico.


O começo de nossa vida foi um rio...corremos. Desviamos. Evaporamos. Mas estamos juntos. Sou um pouco impaciente, mas meu companheiro suporta...risos...temos um bichinho de estimação que nunca vejo (hoje não deu para saber se continua vivinha da silva...) Minha Thatah. Ou meu... poderá ser Tanulfo ou Tanulfa...adivinhem.

Um cágado de rio. Ganhei de uma aluna da UEPB, depois de compartilhar meus pequenos sonhinhos, o que incluia ter um réptil, um burrego para fazê-lo feliz e doar-lhe um sorriso na grandiosa e super dentada boca (eles têm um olhar triste, de quem trabalha muuuito, como acontece) e um casal de marrecos. Umas fruteiras, como graviola, acerola, marola...tudo com ola... e manga, laranja mimo do céu (que conhecia como laranja-lima, acho), goiabeira para comer goiabas verdes e mais umas coisas. Então ganhei a mais possível: um réptil... que até assistiu minha aula no dia que me ganhou como boadrasta (não sou madrasta não)

POis é, um cagádo de rio, vivendo em um quintal cheio de surpresas. Gosto de dizer que ela-ele vai escolher o sexo quando crescer. Pesquisamos sobre e descobrimos que é permitida sua criação em cativeiro...aff...pensar em cativeiro me angustia... ela não está cativa. Mora é em um apartamento, que tem água de origem imprecisa. Um buraco na parece. Não é esgoto. Mas quando chove, se esbalda em água. Não come nadica de nada. Nem ração, mesmo eu a animando. Sim, converso com ela. Preciso confessar que a afeminei, porque tem um focinho de garota...Acho que sofre de solidão. Ou de autismo. Minha réptil é autista...Tem uma história bem engraçada de Thatah. E de silêncio. Certo dia o Fran a salvou de um cano. A procurei por um bom tempo...não existem muitos esconderijos neste endereço e nada. Sinal de silênciao (como se ela fosse bem comunicativa). Eu chorei, achando que tinha perdido um réptil (porque gosto tanto de bichos deste tipo...tem até um lagarto florido que compramos em Natal- presente do meu irmão..que tem apelido de réptil...Rex -não é de cachorro...é de Tiranossauro rex...ele é supostamente bravo)...que eu sempre quis ter. Então o Fran a encontrou dentro de um cano largo que tem como destino a rua(!!!). Por sorte estava entupido. E continua estrategicamente até hoje. Posi é, ele jogou muita água e, de repente, ela saiu nadando. Eu fiquei ainda mais encantada. Mas depois ela desapareceu. Nem a mesma experiência do cano surtiu efeito. Eu tinha feito uma piscininha para ela em uma bacia bem grande. Tinha pedras e uma portinha para sair. Passou-se meses. E eu fiquei a dizer: oras, só quero quem me quer...Se ela não quer, então não posso nada fazer. Deve ter ido conhecer o mundo. Tão pequenina... então joguei tudo da Thatah fora. Tudinho. Até seu oásis. Então, certa noite, quando minha mamis estava conosco, alarmou: nossa, tem um bicho no seu quintal. Esquisito. Estava meio escuro. E ela completou: "parece uma carocha"...ui, adoooro tanto tanto tantissímo baratas e todas suas primas, que eu gelei e fui ver. Sei lá... da forma como minha mãe disse, fiquei curiosa e então gritei: Thatah, sua sumida....sua danada. Então foi uma surpresa... e fui eu abrir novas bacias...agora são duas. Foi então que descobrimos que ela morava no apartamento. Fiquei a espreita para ver onde ela tinha ficado por tanto tempo.

Acho essa coisa de réptil massa, essa de ser uma herança. Nossos filhos podem continuar com ela. Pode viver quase um século.

Bom, tenho muuito o que dizer. Contar depois de quase dois anos de casados, eu acho. Sou péssima com datas.

Agradeço a Maria Otilina, uma carioca que me motivou a reescrever.


Agora estamos grávidos de futuro...nossa vida pode virar muito em junho...também estamos a procura de outra casa para morar... trabalho em duas cidades diferentes e seria melhor morar em uma delas... eu vejo o mar toda semana.............................sozinha, mas vejo...sem me embalar em seu movimento, mas sinto e ouço....estou por perto e minha pele envelhece.... nunca lembro de me besuntar de protetor....quanto a cidade, não posso dizer ainda qual pode ser....estamos grávidos, sem saber o sexo do amanhã...igual da Thatah (embora eu tenha minhas escolhas)...algumas nuvens choveram e frutos estão nascendo. Posso ser descontratada da Universidade Estadual da Paraíba em junho... quer dizer, serei, porque é o prazo. Mas posso voltar a fazer novo concurso.


Sobre a celebração do amor, construímos todos os dias. Estar junto é mais do que estar. É construir e o amor é mesmo como uma casa...tijolo por tijolo...telha por telha. Repintar as paredes, trocar os quadros de lugar.

Em breve, espero, postar fotos da nova casa e dos novos quadros que temos. Ainda gosto de decoração, mas não tenho mais o tempo do pré-começo.Sim, porque alugamos nossa primeira morada em junho e até vir ser sua moradora oficial, ficava a ir e vir, com ideias decorativas... foi uma luta... mas eu cheguei... e estamos por aqui, nos apoiando. Aprendo muito com meu companheiro. Sobre mim... só somos um porque temos o outro... para se ver, precisamos de espelho...frase de algum lugar ou psicanalista...


Lembro que fiquei em casa, naquela época, de férias, somente duas semanas. Cheguei na Paraíba de fato em sete de setembro e dia 28 estava trabalhando na UEPB.

Agora tenho outro emprego. Mexe comigo. Instiga a investigar. Fantástico, onde conheci virtualmente a inspiradora da minha volta a escrita.


Ai, quando lembro da correria do começo. E quando olho para nossa história, sinto muita coisa (saudade da minha mamis, do meu papi, do meu grandioso brother Rex e do Fluck, cachorro do Máscara que mora lá perto da Raposo Tavares....saudade dos meus amigos...ai Claudia, que saudade de nosso apoio mútuo... do grupo de vivências e reflexões políticas, das crianças do João XXIII, alguns sorrisos em especial...do Jason, do danado do Julinho, da Stephanie e das Palomas...ah, tem tantos...do Danilo, da grandiosidade do projeto Navio Negreiro e das mostras de Arte, da rádio da escola, da edição do jornal...e das crianças da Educação Infantil...do pessoal do Aluísio em especial e de nossas tardes loucas no parque, com muito bambolê e vida...dos ipês amarelos das alamedas uspianas...do shopping barato e perto...da livraria completa... dos restaurantes árabes... do cinema com poltrona reclinável, da avenida Paulista nas tardes de domingo, depois da chuva...) mas não sinto arrependimento.

Gosto do que vivo. Me sinto sem medo... como naquela poemúsica do Cordel do fogo encantado, de Cabral de Mello Neto...o amor comeu minhas vestes, comeu meu medo e minha história...


Hoje sou mais forte, mais livre...se é que podemos falar em liberdade..sou livre de mim. Sinto e sinto tudo...intensamente...tenho um companheiro que tem os pés sobre os meus agora...sobre o chão... cada dia plantamos um tijolo. Aprendo sobre meus limites.


bom estar de volta...achando o caminho da escrita....viver ultrapassa toda a escrita, parafraseando Clarice.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O que fizemos das cortinas

Lembra da cortina lilás...
foi cortada, aberta ao meio e colocada cada uma em um lugar: uma no quarto e outra na sala. Minha amiga leu esse blog e disse: caramba, quanta futi!!! Mas é assim mesmo. Essa incursão faz parte de todo começo. Como é bom começar uma vida a dois.

Bom, voltando a cortina...minha mãe oscila entre estar bem e mais ou menos.
No começo da tarde de ontem ela estava bem, cheia de ideias, os olhinhos a brilhar e o coração tranquilo. Então nos juntamos para aprontar com os ex-pedaços da cortina, que minha prima fez de super almofadões. Mas eu já cortei uma das super almofadas em duas e olha só como está ficando (vai ser para enfeitar a cama).

Já a outra super almofada vai ganhar uma capa de crochê linda que minha mamis está fazendo. Esse é o começo da capa. Linda, linda, um primor...
Minha ladainha atual é convencê-la (minha mãe, naum a almofada) a passar um tempo comigo lá na minha casinha.
Porque eu vou e volto pra cá. Ela podia ir e voltar. Respirar outro ar, um clima ameno, quentinho. Legal definir o clima de Campina Grande:
durante o dia é quentinho, quando chove não precisa andar com uma jaqueta a tira colo e a noite dá pra dormir abraçadinho..tenta isso em Recife...hehe...eu falei isso pra uma tia minha bem religiosa e ela simplesmente engasgou, ignorou o fato de dormir agarradinho...
saudades do meu amor!

A casa

A casa...
Veja esta casa
quem mora nela, agora é o Francisco
Qualquer dia desses é o Francisco e a Rô

DE vez em quando é a Rô e o Fran.
Veja esta casa

ela não é de algodão
mas quem mora nela gosta de macarrão
Veja esta casa
ela é bonita
mas não se ouve o berro da cabrita

ouve-se o vento a beijar as cortinas....
(uma alusão a poeisa do Elias José- A casa ...que adoro)
Bom, esta é a casa:







Calma, ela é grandisa, mas dividida em três famílias. Já ouviram falar de casa-apartamento...pois é...e a varanda é nossa..ah, uhu....

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A lista de casamento

Vamos combinar... tem coisas que ainda não temos, mas não podemos ganhar nada concreto, a não ser em dinheiro. Não sei a origem do cerimonial de casamento. Será que surgiu para juntar todo mundo em uma festa de presenteamento dos noivos...bem capitalista... porque antigamente, bem antigamente, não existia casamento...imaginem o homem das cavernas, casando..
Precisamos ainda de muitas coisas, mas quero mesmo a presença. Não sei ao certo quando vou embora para o Nordeste, mas estamos montando uma casa por lá.

Foi quando descobrimos quanto uma furadeira é importante em uma casa... e a panela de pressão. O Francisco cozinha apenas feijão verde (quando dá tempo, pq este cozimento demora muuuuito).


E ferro de passar. Acreditem. Compramos uma cortina bbb
(aqui na foto, depois de cortada)
(bonita e barata...boa, mas nem tanto) para a sala (odeio cortinas porque tenho mega alergia a ácaros e cortinas são apartamentos desses bichinhos invasores de nariz, mas tivemos que comprar, para nos garantir mais privacidade na sala) e era bem grande. Então minha prima emprestou seus préstimos de costureira e cortou-a, fazendo também algumas almofadas. Detalhe, nossa cortina é lilás (temos a intenção de fazer a decô da casa na família dos azuis e lilases... azuis-bebê, lilases fortes - quase roxos de amor), a parede também será e as almofadas, nem se fala. Mas elas ficaram cruas, meio anuadas, aluadas, sem sal. Fomos procurar ideais para enfeitá-la, oras bolas...adoro inventar e lá se fomos comprar algum enfeitinho... um lindo, lindo foi oferecido...uma rosa (que tbm será um tema forte em nossa casa)..e a frase da vendedora: é bem prático...é só passar a ferro, que cola...riso geral, porque ela não entendeu quando me ouviu dizer que não tinhamos como levar, porque viviamos sem ferro de passar... (ai, ai, quanto futilidade)
Grill. Este último é uma invenção moderna que não sei como conseguimos viver tanto sem ter um...é fantásticooooooooo. Dispensamos até microondas. Mas o grill é questão de sobrevivência contra a fritura e o colesterol. Detalhe, só conheci o dito cujo há pouco tempo. Também precisamos de boas panelas. Compramos umas duas de quinze reais (uma frigideira em que o ovo grudou todo). Não quero panelas pretas. Soltam pedacinhos com o tempo. Imaginem o rim com isso. Sairia no exame (não sei qual) uns pontinhos pretos, que não seria de nicotina, nem de fumaça de carro...


mais futilidades....olha só, naum sou fútil assim, mas é que estou montando uma casa...sabe como é, essa coisa contamina... mas não deixo de discutir política, de pensar na minha militância....


Bom, quem quiser presentear, tem mais uma lista imensa (nem tanto)...
Depois posto mais. Quem tiver interesse, por email eu repasso a mesma, com os valores aproximados. Haverá uma caixa, em algum lugar do evento, para coleta dos 'presentes', em dinheiro ou cheque. Aceitamos presente em grupo, parcelado. Aceitamos até vale refeição e bilhete único, rs.

Meu sonho, desde muito antes era ter um guardador de roupas cheio de prateleiras aramadas (um primo simples do tal closet, do povo metido...)...mas é meio caro... mesmo assim, quem quiser ajudar... Imaginem, posso desmontar e levar para onde quiser! Posso montar de formas diversas. Porque os guarda-roupas mais possíveis de comprarmos não têm prateleiras. Têm um vão, para pendurar cabides. Quem disse que nossas roupas são a maioria para ficarem como morcegos ou macacos...

E jogos de lençóis...de algodão...não é por metimento naum. Na casa de mi mama, também uso. Somente o de forrar a cama, os outros podem ser de qualquer tecido. Até de poliéster...hehe Ah, e já adquirimos a televisão, o DVD, o rack, o ventilador e precisamos de ajuda para pagar... Nem quero ver a fatura dos cartões...dá um pco de desespero. bom, até...

Se alguém quiser postar a intenção de algum presenta, pode fazer isso por aqui, daí todo mundo já descarta aquele presente;..

E poesia...

As poesias...de amor...
Escrevam aqui...ou pelo email

Pois é...a cerimônia

Tenho ideias e aceito outras também...
Quero que seja um ato ao amor...que história é essa do casal ser o centro único da festa...
Preciso que todos se sintam tocados, contemplados, embevecidos em olhar para seu par ou para si somente e pensar... como se constrói o amor em uma sociedade que prima pela exploração, pelo consumo, como fruto do capitalismo que apodrece.
Como será a cerimônia de casamento de uma marxista...rs
Vamos apresentar fotos, músicas e poesias...regado a petiscos que cada um levar.
Estamos sem grana e uma amiga da escola, grande sábia, deu a ideia dos participantes levar a comida. Não tenho vergonha de pedir, mas queremos mesmo é compartilhar...
Digo em pronome eu e nós, porque o Fran ainda não sabe muito o que vai rolar. Ainda está chegando e não tem ideia do que vai rolar.
Vai ser legal...podem escrever aqui as músicas românticas que têm a ver com vocês...

Celebração

Então, vamos comemorar com arte e animação.
Dia 2 de agosto, às 16 h, no Jardim João XXIII.
É só me enviar um email confirmando: rosinhamedeiros@yahoo.com.br
Para participar precisa somente enviar um pedido romântico de uma música, ou uma foto de casamento, ou ainda a proposta de uma poesia. Quem quiser apresentar sua arte, também pode.
Ah, e levar um prato de doce ou salgado, com uma bebida.

Vai ser uma celebração do amor

sábado, 20 de junho de 2009

Frio na barriga

Acontece sempre. Mas nem todo dia... a decisão de ir em frente, de abraçar o medo pelos cotovelos e esmagá-lo como um filete de nada... ou simplesmente não sentir a ventania que faz de muitos lados...e acreditar, acreditar e acreditar...abrir os braços e buscar construir...
Seria assim uma união...morar junto...tem tanto nome pra casamento....
Antes era um ritual. De passagem, de entrada em uma outra vida..aquela de casado...uma relação marital...essa palavra é desengonçadinha, né... como dormitar...naum dormito mais....tehnho muitos anseios....roupas e papéis para organizar...para encaixotá-los...enxotá-los da poeira fria desta cidade...tenho tantos livros pra ler, para resumir...tenho tantas provas a fazer.... tenho tantos tantos a fazer, que decidi blogar...
Então...O QUE É O CASAMENTO.....
eu ouvia coisas horripilantes quando criança..hehe...e depois fui crescendo ouvindo ainda mais histórias de dor em dois...
Daí me sentia do tamanho de um botão de camisa de pulga. Menos ainda. Tinha medo da ilusão, de doer muito conviver... de juntar com alguém os meus sonhos...de juntar, não...de entregar alguns.... ou de compartilhar todos. Gosto da palavra compartilhar...é o melhor verbo depois de amar... tento ser uma compartilhante.Todo o tempo. Compartilho aqui o que sinto...
E a pergunta ainda cala: o que é o casamento...tem gente (uma bem próxima a mim), que troca a letra c pela G e fala....olha, olha, hein...tem ca_amento que é um ca_amento, rs.
POSTEM O QUE É O CASAMENTO...